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O que a convenção pode e o que ela nunca pode

A reforma de 2017 fez o negociado prevalecer sobre o legislado — mas com uma lista fechada de direitos que nenhuma convenção derruba.

A reforma trabalhista de 2017 mudou a hierarquia. O art. 611-A da CLT lista matérias em que a convenção coletiva prevalece sobre a lei, e o art. 611-B lista o que a negociação nunca pode tocar. O STF confirmou o desenho em 2022, no Tema 1046 de repercussão geral: acordos e convenções que limitam ou afastam direitos são válidos, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.

O que a convenção pode fazer (art. 611-A)

O que nenhuma convenção derruba (art. 611-B)

Sobre o piso

A convenção pode subir o piso da categoria à vontade. Não pode baixá-lo abaixo do salário mínimo nacional — esse é limite constitucional, listado no art. 611-B. É por isso que o degrau 1 da escada nunca cai.

O detalhe que muda casos

O §1º do art. 611-A diz que, no exame da convenção, a Justiça do Trabalho aplica o princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva. Na prática, o juiz não anula cláusula por achá-la ruim: ele anula por ilegalidade. Discordar da negociação e provar vício jurídico são coisas diferentes.

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